Neuroblog

AVC
Guilherme Cunha

Cavernomas: O que você precisa saber ?

  Conceito e Denominações: O cavernoma, também chamado de hemangioma cavernoso é um dos quatro tipos de malformações não neoplásicas, divididas de acordo com McCormick: – Malformação Arteriovenosa (MAV); – Telangectasias Capilares; – Malformação Venosa; – Cavernoma. As malformações cavernosas (MC) não são visualizadas na angiografia por possuírem um fluxo venoso lento e não possuírem uma contribuição arterial, por isso elas foram incluídas dentro de malformações vasculares ocultas ou criptas. Em 2018, a ISSVA² (International Society for the Study of Vascular Anomalies) reconheceu o termo “malformação venosa de baixo fluxo” porque reconhecer que o termo “cavernoma” se assemelhava a alterações neoplásicas e deveria ser evitado. Para fins didáticos, denominaremos como cavernoma por este já ser amplamente utilizado nas literaturas científicas recentes. Epidemiologia O cavernoma é o segundo tipo mais comum de malformação vascular, representando em torno de 10-15% das malformações

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Neuro
Guilherme Cunha

Cefaleia por uso excessivo de medicamentos

O que é uma cefaleia por uso excessivo de medicamentos? Consiste em um dos quadros mais comuns de cefaleia crônica diária, oriunda do uso indiscriminado de analgésicos. O uso excessivo de medicamentos é um importante fator de risco para aumento da frequência, intensidade e causa comum de relato de mudança de padrão de cefaleia prévia. Esta condição é diagnosticada quando o paciente apresenta cefaleia por pelo menos 15 dias ao mês e faz uso de analgésicos simples por pelo menos 15 dias ou múltiplos analgésicos por pelo menos 10 dias. Epidemiologia: Sua epidemiologia é mais frequente em mulheres do que em homens (pode ser pela maior prevalência de migrânea em mulheres). Há relatos de até 15% de prevalência em centros especializados em cefaleia. A prevalência de cefaleia por abuso de analgésico depende fortemente dos critérios diagnósticos utilizados. Principais medicamentos relacionados:

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TCE idade pediátrica
Neurologia
Guilherme Cunha

Traumatismo Craniano em Pacientes Pediátricos

Contextualização De maneira geral, o traumatismo cranioencefálico é definido como qualquer agressão de ordem traumática que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos. É um tema de extrema relevância, pois os traumas em geral são a principal causa de morte em pessoas entre 1 e 44 anos e, especificamente o TCE, é o principal determinante de morbidade, incapacidade e mortalidade dentro deste grupo. Resumidamente, ele pode ser classificado baseado em três categorias: clínica (fundamentada na escala de coma de Glasgow – ECG); anatômica (localização e tipo de lesão – lesões intracranianas focais e difusas; fraturas de calota e base de crânio); mecanismo (lesões abertas ou fechadas). Quando pensamos nessas classificações, existem diferenças ao avaliarmos um paciente pediátrico, adulto e idoso. Nesse momento, o foco é abordarmos um pouco acerca das peculiaridades do

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Crise Convulsiva
Guilherme Cunha

Abordagem da primeira crise convulsiva no adulto

Introdução As crises convulsivas acometem cerca de 8 a 10% da população. As convulsões são responsáveis por 1 a 2% das consultas em unidades de emergência, e aproximadamente um quarto delas será o primeiro episódio convulsivo. O objetivo principal na avaliação da primeira convulsão de um paciente é identificar se a convulsão resultou de um processo sistêmico tratável ou disfunção intrínseca do sistema nervoso central e, se for o último, a natureza da patologia cerebral subjacente. Essa avaliação determinará a probabilidade de recorrência das crises, auxiliará na decisão de iniciar a terapia com anticonvulsivantes e direcionará o tratamento apropriado à causa subjacente, se conhecida. Acesse o episódio do nosso podcast sobre manejo da primeira crise convulsiva A maioria das convulsões pode ser categorizada como focal ou generalizada, dependendo se o início da atividade elétrica envolve uma região focal do cérebro

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Cefaleia
Guilherme Cunha

Avaliação do zumbido no contexto da urgência e emergência

O tinnitus, também conhecido como zumbido, é definido como a percepção de um som na ausência de estímulo externo, caracterizando-se como uma sensação auditiva subjetiva ipsi ou bilateralmente. Vale ressaltar que não é uma doença, mas sim um sintoma clínico que precisa ser investigado. No que diz respeito a epidemiologia, afeta 15% da população em geral e 33% dos idosos. É um sintoma comum, podendo estar relacionado à perda de audição, com 7% dos pacientes buscando ajuda médica para resolução do problema e, desses, entre 0,5% e 2% de forma urgente. Frequentemente não têm origem orgânica, estando relacionado ao estresse e fatores psicológicos. Estima-se que aproximadamente metade dos adultos e um terço da população pediátrica afetada com zumbido sofram de ansiedade e/ou transtornos depressivos, com picos epidemiológicos chegando a 77%. Com relação à classificação, pode ser dividido em: Contínuo, descontínuo

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