Proteína pode ajudar a apagar traumas da mente, diz estudo

Cientistas descobriram uma maneira de apagar lembranças de traumas da mente inibindo a ação de uma proteína chamada de PKM. O estudo, publicado no Journal of Neuroscience, pode beneficiar pessoas que sofreram traumas de guerra, que foram vítimas de violência ou que apresentam transtorno de estresse pós-traumático. As informações são do site do jornal Daily Mail.

Segundo David Glanzman, chefe da pesquisa e professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com a descoberta será possível alterar a memória para reduzir o trauma. “Não é num futuro imediato, mas acredito que seremos capazes de identificar a memória de uma experiência traumática e tentar amenizá-la no cérebro”, disse.

Glanzman e sua equipe relataram ter eliminado, ou pelo menos enfraquecido substancialmente, a memória de longo prazo em caracóis marinhos, conhecidos como Aplysia. Os pesquisadores estudaram a proteína no caracol, que apresenta um sistema nervoso simples, para que pudessem entender como a atividade PKM mantém uma memória de longo prazo.

Eles analisaram um tipo simples de memória, chamada de sensibilização. “Se moluscos marinhos são atacados por um predador, o ataque aumenta sua sensibilidade aos estímulos do ambiente, é uma forma fundamental de aprendizagem que é necessária para a sobrevivência”, disse Glanzman.

Os cientistas removeram os neurônios-chave do sistema nervoso do caracol e os colocaram em uma placa de Petri, para recriar os dois neurônios do “circuito” que produz o reflexo. Eles conseguiram apagar uma memória de longo prazo, tanto no caracol quanto nos neurônios em laboratório. De acordo com os pesquisadores, a descoberta é o primeiro passo para impedir a formação de uma memória traumática específica.

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