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Pesquisadores identificam genes que tornam as pessoas mais propensas à meningite

Um conjunto de genes que tornam as pessoas mais propensas à meningite tem sido identificado pelos pesquisadores. Uma equipe internacional comparou o DNA de 1.400 pessoas com meningite bacteriana e 6 mil indivíduos saudáveis, segundo a revista científica Nature Genetics.

Foram encontradas diferenças em uma família de genes envolvidos na resposta imune que poderia tornar as pessoas mais ou menos suscetíveis à infecção. Espera-se que os resultados conduzam ao desenvolvimento de novas vacinas.

Os pesquisadores analisaram a meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que leva ao inchaço do revestimento cerebral e ao envenenamento do sangue.

Essa não é a primeira vez que cientistas tentam descobrir se algumas pessoas são mais propensas a ter meningite por causa de sua composição genética. Mas os resultados não têm sido claros, provavelmente por causa do pequeno número de voluntários estudados.

No último estudo, os pesquisadores primeiramente digitalizaram todo o código genético de 475 pacientes britânicos com a doença meningocócica e 4.700 indivíduos saudáveis.

Eles encontraram uma diferença clara em um pequeno conjunto de genes conhecidos por estarem envolvidos na resposta do sistema imunológico.

Quando eles avaliaram novamente outras duas populações europeias, encontraram o mesmo resultado.

Vacina

As diferenças genéticas encontradas significam que, em algumas pessoas, a bactéria da meningite é capaz de driblar o sistema imunológico e causar a infecção, enquanto o sistema imune de outras pessoas está mais bem equipados para combatê-la.

Os genes codificados apontam para uma proteína chamada fator H e relacionadas.

Se há falhas, a bactéria meningocócica é capaz de se ligar a essas proteínas para impedir que o sistema imunológico reconheça isso – quase como um cavalo de Troia -, habilitando a bactéria a encontrar um lugar seguro.

O autor do estudo, professor Michael Levin, especialista em saúde infantil internacional no Imperial College London, disse que as descobertas seriam especialmente úteis no desenvolvimento de uma vacina contra a meningite B, que atualmente é responsável pela maior parte dos casos no Reino Unido.

Já existe uma vacina eficaz contra a meningite C. “Parece que as diferenças genéticas do fator H entre as pessoas é o que determina a suscetibilidade ou a resistência. Isso sugere que essa pode ser uma proteína importante para ser incluída em vacinas, e o fator H já é um dos candidatos à vacina da meningite B”, afirma Levin.

Ele disse que os resultados também devem ajudar os cientistas a adaptar as vacinas para que elas sejam eficientes em toda a população. A descoberta pode, ainda, abrir caminhos para melhorar o tratamento de pessoas com meningite bacteriana.

Para Sue Davie, chefe executiva da entidade Meningitis Trust, “esse trabalho lança uma nova luz sobre os fatores que desempenham um papel determinante sobre por que algumas pessoas contraem a doença meningocócica e outras não”. Ela completa: “Mais pesquisas serão necessárias para determinar exatamente quais diferenças nos genes que realmente causam essa propensão à infecção invasiva, mas este é um início promissor”.

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