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Pesquisa dá esperança a pacientes paralíticos

 No Japão, um robô reagiu aos estímulos de um macaco que andava numa esteira, na Carolina do Norte, Estados Unidos. A parceria entre o núcleo liderado por Nicolelis, na Duke University, e o ATR Computational Neuroscience Laboratories de Kyoto, deve evoluir, a partir do final do ano, para testes com humanos.

– A longo prazo, a gente pretende utilizar essa técnica para reabilitação e o tratamento de pacientes paralisados, tetraplégicos. Esse foi praticamente o primeiro experimento de uma série que vamos fazer ao longo do ano pra chegar cada vez mais perto, eu espero nos próximos 12 meses, de um protótipo que possa ser usado em pacientes para restabelecer a locomoção – diz Nicolelis em entrevista a Terra Magazine.

O robô japonês CB é equipado com sensores que devolvem os sinais ao macaco – dessa forma, ele tem a sensação de controlar uma máquina. O cientista brasileiro esclarece que as pesquisas foram iniciadas há cerca de dez anos (se levarmos em conta o tempo de dedicação a essa área de conhecimento, são 25 anos). Inicialmente, Nicolelis e equipe realizaram testes com membros superiores.

– Nós já tínhamos feito outras demonstrações para membros superiores, que foram muito positivas. Só que ninguém nunca imaginou que seria possível generalizar essa técnica para membros inferiores. Nos últimos dois anos, nós temos testado esse método e chegamos à conclusão de que ia funcionar. E funcionar até melhor para membros inferiores.

O teste realizado na última quinta-feira, 10, foi acompanhado por equipes do jornal New York Times nos Estados Unidos e no Japão. Hoje, o jornal nova-iorquino publicou uma página sobre a experiência. No YouTube, há um vídeo da Duke University com imagens do teste.

Formado em Medicina na Universidade de São Paulo, cientista brasileiro reconhecido pela comunidade científica mundial, Miguel Nicolelis estreará uma coluna em Terra Magazine.

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