O ‘hormônio da fome’ tem efeito antidepressivo, diz estudo

A pesquisa, realizada com ratos de laboratório, estudou os efeitos da grelina – hormônio liberado pelo estômago vazio que "avisa" o cérebro da sensação de fome – no comportamento dos animais. Para isso, os cientistas reduziram a alimentação dos ratos durante dez dias, de forma que os níveis de grelina das cobaias quadruplicassem. Após a realização de testes, os ratos submetidos à dieta restritiva apresentaram menores níveis de depressão e ansiedade em relação aos que tiveram livre acesso à comida.

Também foi estudada a reação de ratos geneticamente modificados para não responderem à grelina. Os animais foram então submetidos a situações de estresse, provocando a liberação do hormônio. Como resultado, eles manifestaram maiores sinais de depressão que os ratos normais. "Nossas descobertas em ratos sugerem que estresse crônico faz os níveis de grelina aumentarem, e que comportamentos associados com a depressão e a ansiedade diminuem quando os níveis de grelina sobem," disse o pesquisador Jeffrey Zygman. "Um efeito colateral desagradável, no entanto, é o aumento da ingestão de comida e o ganho de peso".

Michael Lutter, autor do estudo, considerou que as conclusões de sua equipe indicam que esses "hormônios da fome" não possuem uma única função. "Eles coordenam toda uma resposta comportamental ao estresse e provavelmente afetam o humor, o estresse e os níveis de energia", afirmou. "Estamos muito interessados em saber se o tratamento com grelina pode ajudar pessoas com anorexia nervosa", explicou ele.

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