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Mudanças no cérebro podem revelar risco de esquizofrenia…

LONDRES – As mudanças na densidade do tecido cerebral podem ajudar a prever se um paciente, que corre risco de sofrer esquizofrenia, desenvolverá a doença, segundo um estudo publicado pela revista médica britânica BMC Medicine.

Cientistas de Edimburgo descobriram que pode haver uma relação entre a diminuição da densidade do tecido cerebral e o risco de desenvolver o transtorno mental.

Os especialistas acreditam que a pesquisa contribuirá para melhorar os tratamentos de prevenção da enfermidade, que perturba as relações sociais, familiares e produtivas dos doentes.

O médico Dominic Job e sua equipe da Universidade de Edimburgo examinaram tomografias computadorizadas realizadas em 65 pessoas consideradas com risco de desenvolver esquizofrenia, por haver membros de suas famílias já sofrendo da doença.

Os cientistas analisaram as mudanças na densidade do tecido cerebral nas tomografias, durante um período de mais de 18 meses.

Dezoito das 65 pessoas submetidas aos testes apresentaram uma redução da densidade. Oito delas acabaram desenvolvendo a esquizofrenia aproximadamente dois anos depois da realização dos exames.

"Não sabemos exatamente o que causa essa perda (de densidade). Parte da pesquisa que estamos fazendo agora tem o objetivo de descobrir o que está acontecendo", disse Job.

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