Máquina lê pensamentos, dizem cientistas

Pesquisadores do Centro Bernstein de Neurociência Computacional em Berlim, na Alemanha, anunciaram ter conseguido, pela primeira vez na história, identificar o pensamento de pessoas orientadas a tomar decisões simples, como escolher uma conta de somar ou de subtrair ou decidir qual de dois botões apertar. 

Enquanto pensavam, seus cérebros eram escaneados e analisados pela equipe de estudos. Os padrões das ondas cerebrais e as áreas estimuladas do cérebro davam as pistas.

 

A estudante Tanja Steinbach, de 21 anos, participou da experiência. “É realmente esquisito. Mas como eu sei que pra fazer isso eles precisam dessas máquinas, não estou preocupada que alguém possa ler minha mente na rua”, disse ela. 

“O fato de podermos determinar a intenção de uma pessoa nos leva a um nível totalmente novo de pesquisa”, comemorou o doutor Paul Wolpe, professor de psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.  

As pesquisas com a máquina que lê pensamentos começaram em julho de 2005. Até agora, 21 pessoas se ofereceram como cobaias. O índice de acerto foi de 71%. 

Os defensores da tecnologia vêem a possibilidade de que num futuro próximo pessoas com paralisia possam executar tarefas usando os sinais cerebrais — como mudar os canais da TV, navegar na internet ou operar pequenas máquinas automatizadas. 

Tão cedo os cientistas não terão condições de espionar os pensamentos de alguém seu seu consentimento. Mas os progressos nessa área já estão acendendo calorosas polêmicas éticas. Uma delas é quanto à repressão de “pré-crimes”, onde cidadãos mal-intencionados seriam presos antes de cometer delitos. Essa possibilidade foi abordada no filme “Minority Report”, de 2002, com Tom Cruise no papel principal.

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