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Liquidação pode ser tão prazerosa quanto sexo, dizem cientistas

Uma pesquisa britânica comprovou o que muitas pessoas já imaginavam: comprar em uma liquidação pode ser tão prazeroso para mulheres quanto fazer sexo. Pelo menos é o que afirmam cientistas da Universidade de Westminster, em Londres.

Os pesquisadores mediram a atividade de áreas do cérebro de 50 voluntárias enquanto elas exerciam algumas atividades – entre elas, participar de promoções em lojas e assistir a filmes eróticos. As respostas emocionais foram mensuradas em uma escala de 1 a 10.

Ganhar um brinde, como um audiobook, levou as consumidoras a registrarem a pontuação de 5.8 – o equivalente à excitação que o corpo tem quando vê imagens eróticas, cuja pontuação varia entre 5 e 7.

A professora de Psicologia da Escola Superior de Propaganda e Marketing Maria Cláudia Tardin explica que a excitação está relacionada à fantasia do que o objeto consumido pode propiciar na vida real. Segundo ela, uma mulher pode acreditar que, com a roupa nova, será mais aceita pela família, manterá um emprego e até conquistará um namorado.

“A liquidação permite ampliar a fantasia, pois você pode comprar mais e, com isso, ter mais prazer. O mesmo acontece no sexo. Quanto mais fantasia, mais excitação. O que está em jogo não é o prazer sensorial, mas sim o poder de compra, o poder de sedução”, explica a psicóloga.

Pessoas não são objetos

Já a presidente da Associação Brasileira de Sexualidade, Carla Cecarello, discorda dos pesquisadores. Para a sexóloga, os estímulos – e as respostas corporais – são diferentes e não devem ser comparados. “O sexo é uma troca com outra pessoa, não com um objeto”, diz.

A atriz Karinna Anhê, 25, afirma que, de fato, sente prazer quando compra algo que queria muito. Mas não o compara ao sexo. “São dois prazeres bem diferentes”, pondera.

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