Estudo identifica células que cicatrizam medula espinhal após lesões

As células que cicatrizam a medula espinhal após cirurgias são os pericitos, e não as células da glia, como se acreditava antes, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”.
A pesquisa, realizada no Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia) e dirigido pelo cientista Jonas Frisén, permite novos tratamentos para pacientes que se encontram em recuperação após uma operação do sistema nervoso central.
Até então, acreditava-se que as células que formavam as cicatrizes após as lesões da medula espinhal eram as células da glia.
No entanto, a equipe de Frisén demonstrou que a maioria das células das cicatrizes na medula espinhal lesionada provém dos pericitos, pequenas células situadas nos vasos sanguíneos.
“Os pericitos começam a se dividir justo após o ferimento e dão lugar a um conjunto de células de tecido conjuntivo que migram em direção à lesão para formar uma grande porção de cicatriz”, diz o artigo da “Science”. Na ausência dessas células, ocorrem buracos no tecido, em vez de cicatrizes.
O estudo do Instituto Karolinska permitirá que os cientistas concentrem nos pericitos suas tentativas de aumentar a cicatrização na medula espinhal, o que pode favorecer a recuperação funcional dos pacientes com danos no sistema nervoso.

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