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Cientistas tentam desenvolver pílulas contra o autismo

Só nos Estados Unidos, estima-se que cem mil americanos sofrem dessa síndrome, e as indústrias farmacêuticas investem na pesquisa do novo medicamento. Estamos entrando numa nova era, a de reverter a deficiência intelectual – afirma o cientista Randi Hagerman, diretor do Instituto da Mente.Estamos entrando numa nova era, a de reverter a deficiência intelectualA síndrome X frágil, mais comum em homens que mulheres, pode causar desde dificuldade de aprendizado a um problema cognitivo mais grave, além de dificuldades emocionais e de comportamento. O defeito genético interrompe uma das bases da aprendizagem: a forma como as células respondem a experiências formando conexões entre elas, as chamadas sinapses. Nas pessoas com a síndrome, a sinapse não está danificada, mas é muito imatura para funcionar corretamente. O processo de aprender nessas pessoas é muito mais difícil, mas não impossível, porque a sinapse não apresenta um defeito importante – disse o pesquisador Stephen Warren, especialista em genética na Universidade de Emory, que descobriu o gene alterado do X frágil. Drogas experimentais, chamadas mGluR5 antagonistas, tentam fazer com que o cérebro se ajuste simplesmente bloqueando um receptor que tem papel importante nas sinapses debilitadas. O objetivo é reforçá-las para tornar o aprendizado mais fácil e o comportamento próximo ao normal. Esses estudos são preliminares e foram iniciados em adultos para descobrir possíveis efeitos secundários. Se esse fármacos funcionarem, qualquer ação será maior nos cérebros de crianças. Os cientistas estão seguindo de perto essas experiências porque apontam um caminho promissor para resolver também alguns tipos de autismo – disse a doutora Andrea Beckel-Mitchener, do Instituto Nacional de Saúde Mental. – A organização, junto ao grupo Fraxa, que representa pacientes, ajudou a financiar a investigação.

 

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