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Cientistas encontram base genética para reconhecer rostos

O estudo, publicado hoje na revista "Journal of Neuroscience", foi feito com a ajuda de uma imagem de ressonância magnética funcional (fMRI) em gêmeos, comparando os resultados entre eles.

"Havia um grande debate para saber se o reconhecimento facial é uma função para a qual estamos projetados para sobreviver", disse em comunicado o professor de psicologia Thad Polk, autor principal do estudo.

A pesquisa consistiu em observar a atividade cerebral dos casais de gêmeos através do fMRI, que mede indiretamente a atividade dos neurônios estimulados. Eles foram expostos a imagens de rostos, casas, cadeiras, palavras inventadas e imagens abstratas de controle. Cada um destes estímulos diferentes provoca determinadas atividades na parte inferior do cérebro.

Os gêmeos deviam apertar um botão quando reconhecessem alguma das figuras. Após os testes, os cientistas compararam o quanto a atividade cerebral entre os irmãos se parecia.

Segundo o estudo, os circuitos do cérebro usados para o reconhecimento de palavras foram semelhantes entre os gêmeos idênticos e entre irmãos bivitelinos.

Isto demonstra que os circuitos neuronais subjacentes para estes estímulos são adquiridos através da experiência e portanto não são inatos nem têm origem biológica.

No entanto, a equipe do professor Polk descobriu que no caso dos rostos os sinais neurológicos foram muito mais parecidos entre gêmeos idênticos que entre irmãos bivitelinos.

Por isso, o estudo concluiu que quando se trata de reconhecer rostos os genes desempenham um papel muito significativo.

"O reconhecimento de rostos é anterior à leitura numa escala evolutiva", disse Polk. Ele explicou que com o estudo será possível compreender melhor o que é inato ou aprendido.

"São funções que compartilhamos com outras espécies e que fornecem uma clara vantagem na adaptação. É possível que a evolução tenha moldado a resposta cortical aos rostos, mas não aos símbolos como palavras e letras", acrescentou

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