Cientistas captam “imagens” da memória de ratos

Em um relatório publicado pela revista Journal of Neuroscience os pesquisadores da Universidade da Califórnia disseram que com sua nova técnica conseguiram tornar realidade um velho sonho dos neurologistas.

"Esta é a primeira vez que alguém vê o substrato físico, a cara de uma memória recém adquirida", declarou Gary Lynch, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia.

"Transpomos uma barreira que uma vez já foi considerada insuperável", acrescentou.

O relatório assinala que o estudo mostrou as conexões sinápticas que são produzidas no cérebro dos ratos e que mudam de forma quando os roedores aprendem a conhecer um ambiente novo e complexo.

Quando são administradas drogas aos animais a fim de bloquear as mudanças, os ratos não conseguem se lembrar da informação, o que confirma a importância crucial que tem a mudança na produção de uma memória estável.

Segundo os pesquisadores, seu estudo abre a porta para tornar realidade um dos grandes objetivos da ciência: determinar a distribuição da memória nas regiões do cérebro.

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