Cientista relaciona uso da internet a autismo e cria polêmica

Uma neurocientista britânica criou polêmica entre pesquisadores ao dizer que o uso da internet está relacionado a alterações no cérebro que poderiam levar ao autismo. A professora de farmacologia na universidade de Oxford Baroness Greenfield já havia afirmado, antes, que os computadores deixam as pessoas menos atentas e menos empáticas. As informações dão do jornal britânico Daily Mail.

Após a divulgação do estudo de da professora Baroness, uma colega sua na universidade escreveu uma carta aberta à cientista dizendo que sua visão sobre o autismo era uma “lixo sem lógica”. De acordo com a professora Dorothy Bishop, a polêmica só surgiu porque Baroness teria feito interpretações distorcidas sobre os dados levantados na Inglaterra.

O número de casos de autismo aumentou nos últimos vinte anos, mas para Dorothy, isso não está relacionado às novas tecnologias, como disse sua colega, mas apenas ao fato de que anos atrás muitos casos de autismo passavam despercebidos. Hoje, as técnicas de diagnóstico são melhores.

Em sua defesa, Baroness disse nunca ter afirmado que o uso da internet causaria autismo, mas que as novas tecnologias causam alterações no cérebro que levam a comportamentos semelhantes ao autismo. “Estamos em perigo se criamos um ambiente para a próxima geração no qual não se valoriza o contato visual, a linguagem corporal e os abraços”, disse a cientista.

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