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Cérebro feminino cresce após nascimento de bebê

No carrinho de supermercado, um novo item – fralda. No cartão de crédito, mais uma dívida – berço. E, na hora de dormir, um som inconfundível – choro de bebê. Todo mundo sabe: ter um filho muda (e muito) a rotina de uma mulher. Entretanto, o que muita gente sequer imagina é que essas mudanças vão além do cotidiano – elas acontecem até no cérebro feminino. Foi o que revelou uma pesquisa publicada esse mês na revista American Psychological Association.

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Mental, nos Estados Unidos, concluíram que diversas áreas do cérebro das mães tiveram aumento no volume – principalmente regiões relacionadas a motivação, sensação de recompensa, processamento de emoções, raciocínio e julgamento.

Para chegar à conclusão, os cientistas mapearam o cérebro de mães de recém-nascidos em duas etapas: nas primeiras 4 semanas pós-parto e, depois, 4 meses após o nascimento. Comparando as imagens, verificou-se que os cérebros cresceram.

As mulheres também responderam a questionário, selecionando numa lista adjetivos para descrever a maternidade. As que classificaram a experiência mais positivamente apresentaram maiores alterações no cérebro.

“O aumento de volume acontece em áreas do cérebro importantíssimas na interação da pessoa com o meio ambiente, que envolvem estímulos sensoriais, olfativos e auditivos. É justamente o tipo de troca que a mãe tem com o bebê”, destaca a vice-coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia, Sonia Brucki. Segundo ela, as alterações seriam adaptações da natureza para que a “fêmea” saiba lidar com a maternidade. “O estudo foi feito depois que uma pesquisa anterior revelou alterações no cérebro de ratas que tiveram filhotes. O fato de isso acontecer também na espécie humana pode comprovar que essas alterações cerebrais são programadas para ajudar na relação com o bebê”, diz Brucki.

“A intensa estimulação sensório-tátil de um bebê pode provocar o desenvolvimento do cérebro, permitindo que as mães orquestrem um novo ‘repertório’ de informações para interagir com as crianças”, descreveram os autores da pesquisa científica.

Não à toa, mamães de primeira viagem, mesmo inseguras e inexperientes, acabam aprendendo rápido o que fazer logo nos primeiros meses de vida dos filhos. “A maternidade aguça o senso de responsabilidade”, conta Tatiana Ribeiro, 31 anos, mãe de Pedro, 3 meses. “É muito gratificante. Se você está triste, olha pro bebê e ele sorri, muda tudo. É muito especial”, derrete-se.

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