Pronto Socorro

Osteomielite Vertebral e Discite em Adultos: Revisão

Introdução A osteomielite vertebral ocorre com mais frequência como resultado da disseminação hematogênica para um ou mais corpos vertebrais. A infecção também pode envolver o espaço do disco intervertebral adjacente, que não tem irrigação sanguínea direta nos adultos. Esta infecção também pode ser decorrente de infecções operatórias ou punção no espaço do disco, assim como via disseminação contígua de infecção de tecidos moles adjacentes. A osteomielite vertebral e a discite podem ocorrer juntas ou em separado. O diagnóstico e o manejo dessas duas entidades são semelhantes na maioria dos pacientes. O termo espondilite piogênica refere-se a osteomielite vertebral ou à discite. Epidemiologia A osteomielite vertebral acomete preferencialmente adultos: a maioria dos casos ocorre em pacientes com idade > 50 anos, sendo que a incidência aumenta com a idade. Os homens são acometidos aproximadamente duas vezes mais que as mulheres. A razão para isso não é …

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Avaliação do zumbido no contexto da urgência e emergência

O tinnitus, também conhecido como zumbido, é definido como a percepção de um som na ausência de estímulo externo, caracterizando-se como uma sensação auditiva subjetiva ipsi ou bilateralmente. Vale ressaltar que não é uma doença, mas sim um sintoma clínico que precisa ser investigado. No que diz respeito a epidemiologia, afeta 15% da população em geral e 33% dos idosos. É um sintoma comum, podendo estar relacionado à perda de audição, com 7% dos pacientes buscando ajuda médica para resolução do problema e, desses, entre 0,5% e 2% de forma urgente. Frequentemente não têm origem orgânica, estando relacionado ao estresse e fatores psicológicos. Estima-se que aproximadamente metade dos adultos e um terço da população pediátrica afetada com zumbido sofram de ansiedade e/ou transtornos depressivos, com picos epidemiológicos chegando a 77%. Com relação à classificação, pode ser dividido em: Contínuo, descontínuo …

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Cavernomas: O que você precisa saber ?

  Conceito e Denominações: O cavernoma, também chamado de hemangioma cavernoso é um dos quatro tipos de malformações não neoplásicas, divididas de acordo com McCormick: – Malformação Arteriovenosa (MAV); – Telangectasias Capilares; – Malformação Venosa; – Cavernoma. As malformações cavernosas (MC) não são visualizadas na angiografia por possuírem um fluxo venoso lento e não possuírem uma contribuição arterial, por isso elas foram incluídas dentro de malformações vasculares ocultas ou criptas. Em 2018, a ISSVA² (International Society for the Study of Vascular Anomalies) reconheceu o termo “malformação venosa de baixo fluxo” porque reconhecer que o termo “cavernoma” se assemelhava a alterações neoplásicas e deveria ser evitado. Para fins didáticos, denominaremos como cavernoma por este já ser amplamente utilizado nas literaturas científicas recentes. Epidemiologia O cavernoma é o segundo tipo mais comum de malformação vascular, representando em torno de 10-15% das malformações …

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Abordagem da primeira crise convulsiva no adulto

Introdução As crises convulsivas acometem cerca de 8 a 10% da população. As convulsões são responsáveis por 1 a 2% das consultas em unidades de emergência, e aproximadamente um quarto delas será o primeiro episódio convulsivo. O objetivo principal na avaliação da primeira convulsão de um paciente é identificar se a convulsão resultou de um processo sistêmico tratável ou disfunção intrínseca do sistema nervoso central e, se for o último, a natureza da patologia cerebral subjacente. Essa avaliação determinará a probabilidade de recorrência das crises, auxiliará na decisão de iniciar a terapia com anticonvulsivantes e direcionará o tratamento apropriado à causa subjacente, se conhecida. Acesse o episódio do nosso podcast sobre manejo da primeira crise convulsiva A maioria das convulsões pode ser categorizada como focal ou generalizada, dependendo se o início da atividade elétrica envolve uma região focal do cérebro …

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Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva: Você sabe o que é ?

CONCEITOS Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP): doença do SNC caracterizada por lesões desmielinizantes que são o resultado da infecção de oligodendrócitos pelo vírus JC. A LEMP costuma acometer indivíduos imunocomprometidos, principalmente HIV+. Outros grupos susceptíveis são: portadores de neoplasias hematológicas, transplantados, portadores de doenças reumatológicas autoimunes e pacientes recebendo terapia imunológica com certos anticorpos monoclonais. Vírus JC (John Cunningham): é um poliomavírus humano causador da LEMP. O vírus JC é causa de infecção assintomática frequente durante a infância. Cerca de 70 a 90% dos adultos são infectados pelo vírus JC. Ou seja, os anticorpos para esse vírus estão presentes na maioria da população, mas uma infecção sintomática é rara Portanto, estados de imunossupressão impulsionam uma manifestação patológica do vírus. EPIDEMIOLOGIA E PROGNÓSTICO – A infecção pelo HIV (HIV-1 e HIV-2) é responsável por quase 85% do total dos casos; – A …

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Doença de Meniére – A vertigem “Esquecida”

Introdução A doença de Meniére é um distúrbio do ouvido interno caracterizado por perda auditiva, zumbido e vertigem. Na maioria dos casos, é lentamente progressivo e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos afetados. Os critérios diagnósticos atuais definidos pela sociedade Barany por Lopez-Escamez et al. pode ajudar a diferenciar entre doença de Meniére provável e definitiva. Doença de Meniére Definitiva: – Duas ou mais crises de vertigem, cada uma com duração de 20 minutos a 12 horas; – Perda auditiva neurossensorial com flutuação de frequência baixa a média documentada audiometricamente na orelha afetada; – Sintomas auditivos flutuantes (perda auditiva, zumbido ou sensação de plenitude) no ouvido afetado; – Outras causas excluídas por outros testes; Doença de Meniére Provável: – Ao menos 2 episódio de vertigem ou “tonteira” que duram entre 20 minutos a 24 horas; – …

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Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível – Uma causa de Cefaleia em “Thunderclap”

Cefaleia em “Thunderclap” Em sua tradução livre, são as chamadas “Cefaleias em Trovoadas”. Por definição, consistem em cefaleias severas de início abrupto, que atingem o pico de intensidade máxima em menos de 1 minuto, com  duração total de ao menos 5 minutos. A cefaleia em “thunderclap”, não é específica da Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR), podendo ocorrer em outras entidades (diagnósticos diferenciais importantes), tais quais: Hemorragia Subaracnoidea; Aneurisma intracraniano não roto; Trombose Venosa Cerebral; Dissecção arterial; Cisto Coloide do III ventrículo; Cefaleia Primária. A Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR) Conceito: consiste em um grupo de alterações clínico-radiológicas caracterizado por cefaleias em “thunderclap”, além de vasoconstrição segmentar de artérias cerebrais que se resolve em um período de até 3 meses. Fisiopatologia: segue não esclarecida. No entanto, acredita-se que fatores como o aumento da atividade simpática, disfunções endoteliais e stress …

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Manejo de crise convulsiva febril no Pronto Socorro

– As crises convulsivas febris (CCF) são a forma de convulsão mais comum durante a infância e causam grande impacto psicossocial.   – O que é uma crise convulsiva? É uma atividade neuronal anormal, síncrona e excessiva no cérebro, que causam sinais e/ou sintomas transitórios. – O que é uma CCF? O Instituto Nacional de Saúde (NIH) a define como “um evento na infância que usualmente ocorre entre três meses e cinco anos de idade, associado com febre, mas sem evidência de infecção intracranial ou outra causa definida para a convulsão sintomática aguda”. A Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) define uma CCF como “uma convulsão que ocorre na infância depois de um mês de idade, associada com doença febril não causada por infecção do sistema nervoso central, sem convulsões neonatais ou uma convulsão não provocada prévia, e que não …

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Rebaixamento do Nível de Consciência

Introdução O rebaixamento do nível de consciência (também chamado rebaixamento/alteração do sensório) é um estado clínico no qual o paciente apresenta resposta inadequada à estimulação externa. Esta inadequação pode se manifestar como lentificação do pensamento, sonolência ou despertar ineficaz. A alteração no nível de consciência, por si só, já é considerada um sinal de alarme na avaliação do paciente. Quando se apresenta de forma aguda/subaguda pode representar uma emergência médica, exigindo intervenção imediata para preservação da vida e função cerebral. Dessa forma, esse sinal frequentemente encontrado na avaliação do doente crítico deve sempre ser avaliado. Vale ressaltar que os termos “estupor”, “letargia” e “obnublação”, apesar de comumente utilizados, são imprecisos e, no geral, não devem ser empregados ​​para classificar ou avaliar um paciente com rebaixamento do sensório. Fisiopatologia O controle do nível de consciência, tem como essência a regulação do …

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Postura decorticada e decerebrada

Traumatismo Craniano em Pacientes Pediátricos

Contextualização De maneira geral, o traumatismo cranioencefálico é definido como qualquer agressão de ordem traumática que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos. É um tema de extrema relevância, pois os traumas em geral são a principal causa de morte em pessoas entre 1 e 44 anos e, especificamente o TCE, é o principal determinante de morbidade, incapacidade e mortalidade dentro deste grupo. Resumidamente, ele pode ser classificado baseado em três categorias: clínica (fundamentada na escala de coma de Glasgow – ECG); anatômica (localização e tipo de lesão – lesões intracranianas focais e difusas; fraturas de calota e base de crânio); mecanismo (lesões abertas ou fechadas). Quando pensamos nessas classificações, existem diferenças ao avaliarmos um paciente pediátrico, adulto e idoso. Nesse momento, o foco é abordarmos um pouco acerca das peculiaridades do …

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TCE idade pediátrica
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