Neurologia

Abordagem da primeira crise convulsiva no adulto

Introdução As crises convulsivas acometem cerca de 8 a 10% da população. As convulsões são responsáveis por 1 a 2% das consultas em unidades de emergência, e aproximadamente um quarto delas será o primeiro episódio convulsivo. O objetivo principal na avaliação da primeira convulsão de um paciente é identificar se a convulsão resultou de um processo sistêmico tratável ou disfunção intrínseca do sistema nervoso central e, se for o último, a natureza da patologia cerebral subjacente. Essa avaliação determinará a probabilidade de recorrência das crises, auxiliará na decisão de iniciar a terapia com anticonvulsivantes e direcionará o tratamento apropriado à causa subjacente, se conhecida. Acesse o episódio do nosso podcast sobre manejo da primeira crise convulsiva A maioria das convulsões pode ser categorizada como focal ou generalizada, dependendo se o início da atividade elétrica envolve uma região focal do cérebro …

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Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva: Você sabe o que é ?

CONCEITOS Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP): doença do SNC caracterizada por lesões desmielinizantes que são o resultado da infecção de oligodendrócitos pelo vírus JC. A LEMP costuma acometer indivíduos imunocomprometidos, principalmente HIV+. Outros grupos susceptíveis são: portadores de neoplasias hematológicas, transplantados, portadores de doenças reumatológicas autoimunes e pacientes recebendo terapia imunológica com certos anticorpos monoclonais. Vírus JC (John Cunningham): é um poliomavírus humano causador da LEMP. O vírus JC é causa de infecção assintomática frequente durante a infância. Cerca de 70 a 90% dos adultos são infectados pelo vírus JC. Ou seja, os anticorpos para esse vírus estão presentes na maioria da população, mas uma infecção sintomática é rara Portanto, estados de imunossupressão impulsionam uma manifestação patológica do vírus. EPIDEMIOLOGIA E PROGNÓSTICO – A infecção pelo HIV (HIV-1 e HIV-2) é responsável por quase 85% do total dos casos; – A …

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Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível – Uma causa de Cefaleia em “Thunderclap”

Cefaleia em “Thunderclap” Em sua tradução livre, são as chamadas “Cefaleias em Trovoadas”. Por definição, consistem em cefaleias severas de início abrupto, que atingem o pico de intensidade máxima em menos de 1 minuto, com  duração total de ao menos 5 minutos. A cefaleia em “thunderclap”, não é específica da Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR), podendo ocorrer em outras entidades (diagnósticos diferenciais importantes), tais quais: Hemorragia Subaracnoidea; Aneurisma intracraniano não roto; Trombose Venosa Cerebral; Dissecção arterial; Cisto Coloide do III ventrículo; Cefaleia Primária. A Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR) Conceito: consiste em um grupo de alterações clínico-radiológicas caracterizado por cefaleias em “thunderclap”, além de vasoconstrição segmentar de artérias cerebrais que se resolve em um período de até 3 meses. Fisiopatologia: segue não esclarecida. No entanto, acredita-se que fatores como o aumento da atividade simpática, disfunções endoteliais e stress …

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Traumatismo Craniano em Pacientes Pediátricos

Contextualização De maneira geral, o traumatismo cranioencefálico é definido como qualquer agressão de ordem traumática que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos. É um tema de extrema relevância, pois os traumas em geral são a principal causa de morte em pessoas entre 1 e 44 anos e, especificamente o TCE, é o principal determinante de morbidade, incapacidade e mortalidade dentro deste grupo. Resumidamente, ele pode ser classificado baseado em três categorias: clínica (fundamentada na escala de coma de Glasgow – ECG); anatômica (localização e tipo de lesão – lesões intracranianas focais e difusas; fraturas de calota e base de crânio); mecanismo (lesões abertas ou fechadas). Quando pensamos nessas classificações, existem diferenças ao avaliarmos um paciente pediátrico, adulto e idoso. Nesse momento, o foco é abordarmos um pouco acerca das peculiaridades do …

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TCE idade pediátrica

Neurocovid: Uma revisão

A COVID-19 é causada coronavírus 2 (SARS-CoV-2). Nos pacientes com COVID-19, manifestações neurológicas como consciência prejudicada, acidente vascular cerebral e convulsões foram relatados, com maior incidência naqueles com um curso mais grave de doença.  Nos últimos meses, relatos de meningite, encefalite, mielite ou acometimento de nervo periférico no contexto do COVID-19 foram publicados, sugerindo que o SARS-CoV-2 pode infectar diretamente estruturas do sistema nervoso. Figura 1 Neurotropismo do SARS-CoV-2. As proteínas (spikes) do vírus ligam-se ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE-2) da célula alvo. A Clivagem da proteína S pela proteaseserina transmembrana tipo II (TMPRSS2), facilitam a entrada viral. A expressão do mRNA da ECA-2 e as células ACE-2 + TMPRSS2 + duplamente positivas foram identificadas, entre outros, nos neurônios e nas células da glia, no córtex cerebral, estriado, hipotálamo, substância negra e tronco cerebral, potenciais alvos …

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