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Osteomielite Vertebral e Discite em Adultos: Revisão

Introdução A osteomielite vertebral ocorre com mais frequência como resultado da disseminação hematogênica para um ou mais corpos vertebrais. A infecção também pode envolver o espaço do disco intervertebral adjacente, que não tem irrigação sanguínea direta nos adultos. Esta infecção também pode ser decorrente de infecções operatórias ou punção no espaço do disco, assim como via disseminação contígua de infecção de tecidos moles adjacentes. A osteomielite vertebral e a discite podem ocorrer juntas ou em separado. O diagnóstico e o manejo dessas duas entidades são semelhantes na maioria dos pacientes. O termo espondilite piogênica refere-se a osteomielite vertebral ou à discite. Epidemiologia A osteomielite vertebral acomete preferencialmente adultos: a maioria dos casos ocorre em pacientes com idade > 50 anos, sendo que a incidência aumenta com a idade. Os homens são acometidos aproximadamente duas vezes mais que as mulheres. A razão para isso não é …

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Podcast NeuroloGuia – Episódio 07 – Encefalite Herpética

Este episódio aborda aspectos importantes da encefalite herpética como conceito, diagnóstico, diagnósticos diferenciais e tratamento. Importante a alta suspeição clínica e o tratamento imediato, por se tratar de condição ameaçadora à vida e possibilidade de instalação de sequelas graves.

Episódio 06 – Avaliação de Parestesias no Pronto Socorro

Neste episódio Dr. Guilherme Cunha, Neurologista e Neruoemergencista do Neurocurso.com discute como avaliar queixas parestesias no pronto socorro, uma queixa bastante comum que pode ter causas simples até causas ameaçadoras à vida como AVC. Saiba como não cair em armadilhas e quais são as etapas da anamnese e exame físico que podem te ajudar na hora de avaliar paciente com essa queixa no PS

Episódio 01 – Vertigem na Urgência – Como Afastar Causas Graves a Beira do Leito

— Você atende pacientes com tonteira / vertigem na urgência? Então esse podcast é para você — Para cada 4 pacientes atendidos no PS com queixa de síndrome vertiginosa aguda, 1 paciente terá como causa um acidente vascular cerebral — A mortalidade pode chegar a 40%!! — E aí, você sabe avaliar um paciente com essa queixa e liberar com segurança? — Sabia que há uma manobra com sensibilidade maior do que uma ressonância de crânio com difusão na fase aguda?

Cefaleia por uso excessivo de medicamentos

O que é uma cefaleia por uso excessivo de medicamentos? Consiste em um dos quadros mais comuns de cefaleia crônica diária, oriunda do uso indiscriminado de analgésicos. O uso excessivo de medicamentos é um importante fator de risco para aumento da frequência, intensidade e causa comum de relato de mudança de padrão de cefaleia prévia. Esta condição é diagnosticada quando o paciente apresenta cefaleia por pelo menos 15 dias ao mês e faz uso de analgésicos simples por pelo menos 15 dias ou múltiplos analgésicos por pelo menos 10 dias. Epidemiologia: Sua epidemiologia é mais frequente em mulheres do que em homens (pode ser pela maior prevalência de migrânea em mulheres). Há relatos de até 15% de prevalência em centros especializados em cefaleia. A prevalência de cefaleia por abuso de analgésico depende fortemente dos critérios diagnósticos utilizados. Principais medicamentos relacionados: …

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Doença de Meniére – A vertigem “Esquecida”

Introdução A doença de Meniére é um distúrbio do ouvido interno caracterizado por perda auditiva, zumbido e vertigem. Na maioria dos casos, é lentamente progressivo e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos afetados. Os critérios diagnósticos atuais definidos pela sociedade Barany por Lopez-Escamez et al. pode ajudar a diferenciar entre doença de Meniére provável e definitiva. Doença de Meniére Definitiva: – Duas ou mais crises de vertigem, cada uma com duração de 20 minutos a 12 horas; – Perda auditiva neurossensorial com flutuação de frequência baixa a média documentada audiometricamente na orelha afetada; – Sintomas auditivos flutuantes (perda auditiva, zumbido ou sensação de plenitude) no ouvido afetado; – Outras causas excluídas por outros testes; Doença de Meniére Provável: – Ao menos 2 episódio de vertigem ou “tonteira” que duram entre 20 minutos a 24 horas; – …

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Herpes-Zoster Oftálmica – Aspectos importantes para o diagnóstico e tratamento

Conceito A infecção primária provocada pelo vírus varicela-zóster (VVZ) é uma doença normalmente de caráter benigno, produzindo exantemas e é mais comum na infância. Após esse contato, o vírus permanece latente em áreas onde ele tem maior trofismo como gânglios e raízes nervosas. A reativação do vírus pode desenvolver a herpes-zóster (HZ), segunda principal manifestação clínica do VVZ sendo que a incidência e a gravidade são maiores com o avanço da idade. A HZ se manifesta a partir de dores unilaterais seguindo os padrões de dois a três dermátomos, associada a rash cutâneo vesicular. A herpes-zóster oftálmica (HZO) ocorre quando o VVZ sofre reativação envolvendo a divisão oftálmica no V par craniano. O ramo oftálmico do V par se divide, ainda, em ramo nasociliar, frontal e lacrimal sendo o segundo, ramo frontal, a principal subdivisão envolvida no desenvolvimento da HZO. …

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Neurossífilis – Diagnóstico e Tratamento

Contextualizando A sífilis é uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica, que pode se apresentar com manifestações cutâneas e sistêmicas. Sua transmissão se dá através de relações sexuais desprotegidas, principalmente, mas pode ocorrer por via transplacentária, hematogênica, transfusões sanguíneas ou inoculação acidental, embora ocorram de forma menos frequente. Apesar do declínio notável no número de infectados após o incremento da penicilinoterapia, é considerada um importante problema de saúde pública, com a volta do aumento da incidência de casos no final dos anos 90, perdurando até os dias de hoje. No que diz respeito à classificação, pode ser congênita ou adquirida, sendo esta última dividida em recente e tardia, com base no tempo decorrido entre a contaminação e a manifestação clínica ou a detecção de teste sorológico reativo. Vale ressaltar que a sífilis recente (menos de um ano de evolução) inclui as …

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Lesão Axonal Difusa no TCE: 10 perguntas e resposta

1) O QUE É A LESÃO AXONAL DIFUSA (LAD)? A lesão axonal difusa é definida pela perda de consciência por mais de 6 horas devido a um TCE onde não há alterações estruturais, expansivas ou metabólicas que expliquem o rebaixamento do nível de consciência. O mecanismo da LAD é a lesão por cisalhamento dos axônios e dos vasos sanguíneos cerebrais em decorrência de uma força rotacional, principalmente de aceleração e desaceleração, associada a inércia cerebral durante o movimento. Esse tipo de trauma pode ocorrer, por exemplo em acidentes de moto, alguns tipos de esporte, além também da Síndrome do Bebê Sacudido. Os danos cerebrais da LAD podem ser divididos em primários (gerados diretamente pelo trauma como o estiramento de axônios e vasos devido a inércia cerebral no movimento rotacional) e em secundários (efeitos consequentes das lesões primárias do trauma) como …

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Encefalite Herpética: Quando suspeitar ?

Introdução A encefalite herpética é uma condição incluída no grupo das encefalites virais e compreende um processo inflamatório do parênquima encefálico com presença de disfunção neurológica devido a infecção viral. É ocasionada por agentes da família herpesviridae: Herpes simplex tipo 1 (HSV1); Herpes simplex tipo 2 (HSV-2); Vírus Varicela-Zoster (VZV); Citomegalovírus (CMV); Vírus Epstein – Barr (EBV); Herpesvírus humano tipo 6 (HHV-6) e Herpesvírus humano tipo 7 (HHV-7). Epidemiologia É a forma mais comum de encefalite viral esporádica e ocorre mais comumente em crianças, idosos e imunodeprimidos. A infecção pelo HSV1 corresponde a cerca de 75% dos casos, seguido pelo HSV-2, VZV, CMV e EBV. Possui altas taxas de morbimortalidade de acordo com: o agente viral, o diagnóstico tardio e o retardo do início do tratamento, podendo gerar sequelas neurológicas permanentes. A encefalite por HSV especificamente não possui caráter sazonal …

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