Aves migratórias têm “GPS” no cérebro, diz estudo

Pesquisadores capturaram 30 pardais de coroa branca quando estavam em plena rota de migração do Alasca, onde se reproduzem no verão, até o sudoeste dos Estados Unidos e o norte do México para passar o inverno.

As aves foram então transportadas no interior de gaiolas em um avião, que saiu de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, para Nova Jersey, no leste, a 3.700 km de distância, na costa leste do país.

Os pardais foram soltos alguns dias depois, com minúsculos transmissores de rádio instalados nas patas pelos cientistas.

Rumo

Os pesquisadores então acompanharam as aves, primeiro no solo e depois em pequenos aviões.

A equipe constatou que 15 pardais adultos souberam nos três primeiros dias após terem sido libertados que deveriam voar para o sudoeste, enquanto 15 pardais jovens, que nunca haviam percorrido a rota migratória, voaram na direção sul.

Isso mostra que as aves são programadas para voar nesta direção em sua primeira migração, concluíram os pesquisadores, em estudo foi publicado nos PNAS (Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, na tradução para o português).

Memória

O fato dos pássaros adultos terem "sabido" se orientar para o sudoeste, apesar do desvio lateral de 3.700 km, levou os cientistas a pensar que as aves são capazes de memorizar um mapa global de navegação a partir de suas migrações anteriores.

"Nossa experiência indica que o mapa de navegação aérea dos pardais adultos engloba pelo menos o conjunto dos Estados Unidos, o que lhes permite efetuar as correções necessárias para encontrar seu rumo rapidamente", explicou Kasper Thorup, biólogo da Universidade de Princeton, principal autor do trabalho.

Os pardais de coroa branca voam em geral sozinhos e à noite em sua longa migração.

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